O custo da cesta básica caiu pelo terceiro mês consecutivo em quase todas as 17 localidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em julho, 16 das 17 cidades apresentaram queda no preço dos alimentos básicos. Mas apesar da queda generalizada, apenas duas cidades apresentaram, nos sete primeiros meses de 2010, variação negativa para o preço dos produtos alimentícios essenciais: Brasília (-0,47%) e Rio de Janeiro (-0,12%). Os maiores aumentos ocorreram no Recife (17,23%), Goiânia (12,63%), Natal (12,29%) e João Pessoa (12,04%).
O Rio de Janeiro apresentou o maior recuo nos preços: 6,60%, seguido por Belo Horizonte, com baixa de 5,86% nos custos e pelas capitais do Sul do país: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Apenas em Belém houve pequena variação positiva (0,05%).
Segundo o Dieese, a redução do custo da cesta básica no conjunto das localidades se deve sobretudo à queda no preço do tomate, do açúcar e, no Centro-Sul do país, da batata.
O preço do tomate caiu, em julho, em todas as 17 capitais pesquisadas. A menor retração ocorreu em Belém (-1,27%). O açúcar, que está em plena safra, registrou recuo em seu preço em 15 capitais, em especial em Aracaju (-26,03%) e Brasília (-20,47%).
Todas as nove capitais do Centro-Sul do país onde a batata é pesquisada apresentaram redução em julho, em sete delas com taxas superiores a 10%, como no caso de Belo Horizonte (-28,21%).
A capital com maior custo para os produtos alimentícios essenciais foi São Paulo, onde a cesta básica custou R$ 239,38. Porto Alegre registrou o segundo maior valor (R$ 237,67) e Manaus o terceiro (R$ 233,00). As cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 181,04), Fortaleza (R$ 181,73) e João Pessoa (R$ 191,17).
O Dieese estimou R$ 2.011,03 o valor do salário mínimo necessário para o brasileiro ver atendida suas necessidades básicas, o que significa quase quadruplicar o atual mínimo de R$ 510,00.
Da Agência O Globo
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