quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Náutico vacila e acaba derrotado pelo Internacional


A superioridade do Internacional foi indiscutível, mas o Náutico teve chance de voltar do Beira-Rio com um resultado melhor do que a derrota por 3 a 1, nesta quarta-feira. A história alvirrubra poderia ser diferente se o atacante Élton não tivesse desperdiçado uma chance clara de gol ao ficar frente a frente com o goleiro Lauro. Ele acabou bobeando e foi desarmado pelo zagueiro Bolivar.


A situação do Náutico é complicada. Os pernambucanos lutaram, pressionaram a defesa colorada, ameaçaram Lauro, mas foi tudo em vão. Com o resultado, a equipe de Geninho ficou estacionada na 18ª colocação, com 26 pontos, três atrás do Santo André, o primeiro fora da zona de rebaixamento. O Inter, em contrapartida, subiu. Pulou para a terceira colocação, com 47 pontos. Nesta quinta, os gaúchos secam Atlético-MG e Goiás, que visitam Botafogo e Cruzeiro, respectivamente.


Os gols da partida foram marcados por Alecssandro, que abriu o placar, Bruno Mineiro empatou para o Náutico e D’Alessandro, cobrando falta já nos acréscimos da etapa inicial, fez o segundo dos colorados. No final do segundo tempo, Alecssandro completou o placar.


O Náutico volta a campo na próxima segunda-feira (12) às 16h contra o Palmeiras, nos Aflitos. Já o Internacional enfrenta o Atlético-PR às 18h30 do sábado no Beira-Rio.


O JOGO


O Náutico, com muitos desfalques, tentou segurar um Inter de escalação inédita, em um 3-6-1 inesperado na estreia do técnico Mário Sérgio. O Timbu foi controlado durante quase toda a etapa inicial e se resumiu a escapulidas ao ataque com Anderson Santana pela esquerda.


Mário Sérgio havia indicado que o garoto Elton começaria o jogo, que Andrezinho seria ala e que Danilo Silva só seria usado como zagueiro no Inter. Não aconteceu nada disso. O time vermelho foi a campo sem Elton, com Danilo na ala e com Andrezinho como auxiliar de D’Alessandro na articulação.


D’Alessandro, o nome do jogo, correu como corria em seus melhores momentos no Inter. Foi dele, logo com quatro minutos, a primeira grande chance do Inter. Pela direita, ele bateu falta fechada, com força. O goleiro Gledson cortou. Alecssandro, no rebote, não conseguiu concluir.


O Náutico respondeu. Anderson Santana, melhor figura do Timbu em campo, mandou patada de longe. A bola resolveu que entraria no ângulo de Lauro. Mas o goleiro fez grande defesa. Voou bonito, alto, para evitar o gol. O Beira-Rio silenciou por alguns segundos.


E acordou em seguida. D’Alessandro, de novo ele, outra vez pela direita, mandou a bola na área. A ideia era cruzar. E a bola quase enganou o goleiro da equipe alvirrubra. Passou pertinho do travessão. Chute de Glaydson e conclusão de Danilo Silva foram as chances criadas pelos mandantes logo depois. Mas quem ameaçou de verdade foi o Náutico. Elton recebeu livre na área após falha de Glaydson e só não fez o gol porque Bolívar apareceu na hora mais precisa possível para roubar a bola.


Aí saiu o primeiro gol do Inter. Foi aos 22 minutos. D’Alessandro acionou Guiñazu pela esquerda. O capitão mandou a bola com açúcar para Alecsandro só completar.


Balançar a rede fez o time de Mário Sérgio cair de rendimento. O Náutico encaixou a marcação, mas D’Alessandro voltou a encontrar espaços. Ele fez jogada de craque na ponta direita e colocou para Alecsandro. O centroavante tentou driblar o goleiro, se enrolou e chutou em cima da zaga.


Se não fez, levou. Sempre atento a eventuais falhas coloradas, o Náutico partiu ao ataque com Anderson Santana, que acionou Bruno Mineiro, autor do desvio final para o gol: 1 a 1. Eram 40 minutos. Nos últimos segundos do primeiro tempo, D’Alessandro sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. E ele mesmo fez para por o Inter novamente em vantagem.

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