O circuito de Interlagos já está totalmente pronto para a corrida de domingo. A pista sofreu algumas mudanças em relação a etapa disputada no ano passado. O diretor de prova Carlos Montagner deu entrevista ao site “Tazio” comentando essas mudanças.
A primeira mudança ocorreu na curva do mergulho, Montagner falou um pouco mais sobre as modificações.
“Na curva do Mergulho, foi colada toda uma extensão de grama artificial. Isso foi colocado visando dar um pouco mais de segurança ao pneu, para que ele não escorregue em caso de saída de pista”, explico.
Entre o Laranjinha e a curva do lago foram colocados asfalto para trazer mais aderência em caso de algum piloto sair da pista.
“Numa área onde tinha grama, foi colocado asfalto em toda uma área de aproximadamente 4000 metros quadrados. Ela tem uma aderência maior do que tem na pista para que o piloto, se escapar, ele consiga retornar ou, pelo menos, se aprumar para voltar para a pista.”
Na curva do Café foi colocada uma proteção de poliestireno, que tem uma maior absorção de impacto.
“Em uma extensão de 200 metros lineares, esse softwall é uma barreira que, de quatro em quatro metros, há alguns ‘sanduíches’ de uma espuma resistente, que faz um amortecimento no caso do impacto.”
Nas etapas do Japão e da Coreia, a chuva foi o que mais atrapalhou a corrida. Montagner afirmou que, se houver uma chuva muito forte, pouco poderá ser feito.
“Os carros precisam andar num piso que dê resistência a eles. Não é questão de drenagem mal-feita ou alguma coisa desse tipo. Se chover no fim de semana com aquela mesma intensidade, o volume de água é muito grande. A Coreia foi o exemplo típico disso. Felizmente ou infelizmente, a chuva faz parte.”
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Acidente deixa cinco feridos em indústria em Afogados
Um acidente de trabalho na Asa Indústria e Comércio, no bairro de Afogados, na tarde desta quarta-feira, deixou cinco funcionários feridos. Segundo informações preliminares, uma caldeira teria explodido. Os trabalhadores foram socorridos para o Hospital da Unimed Recife, na Ilha do Leite. Segundo o diretor médico da unidade de saúde, Fernando Cruz, os funcionários receberam os primeiros atendimentos e apenas um deles precisará passar por uma cirurgia, por ter lesões no abdômen e no tórax.
Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
OAB-PE propõe ação contra estudante que atacou nordestinos
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Pernambuco (OAB-PE), entra nesta quinta-feira (04), junto ao Ministério Público Federal (MPF), com uma notícia-crime contra a estudante de Direito de São Paulo, Mayara Petruso. O MPF vai analisar as provas e decidir se é cabível a ação penal contra a universitária, que é apontada pela OAB-PE como uma das responsáveis pela onda de manifestações de preconceito contra nordestinos, surgida no microblog Twitter, após o anúncio da vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais, no último domingo (31).
Segundo o presidente da entidade, Henrique Mariano, ao declarar, por intermédio da rede social Twitter que "nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", a estudante de Direito praticou os crimes de racismo e de incitação pública à pratica delituosa. O crime de racismo é imprescritível e inafiançável. A estudante poderá ser condenada a uma pena de dois a cinco anos de reclusão. Já o crime de incitação pública à prática de ato delituoso é mais brando, prevê detenção de três a seis meses ou multa.
Para o presidente da OAB-PE, o preocupante nessa situação é o fato de não ser um ato isolado nem incomum. De acordo com Henrique Mariano,o fato representa a movimentação de uma parcela pequena da população. Segundo ele, este é o momento de as instituições reagirem, de efetivamente mostrarem que quem fizer será punido.
Na avaliação do presidente da OAB-PE, é irrelevante identificar se Mayara foi a primeira ou não a se manifestar contra a população do Nordeste. A OAB está partindo do pressuposto, que a declaração dela foi que motivou todas aquelas declarações preconceituosas que foram postadas. Agora, se ao longo da instrução do processo, for identificadas as outras pessoas, isso não atrapalhe o desencadeamento da notícia-crime também contra os outros participantes.
Com informações da assessoria
Segundo o presidente da entidade, Henrique Mariano, ao declarar, por intermédio da rede social Twitter que "nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", a estudante de Direito praticou os crimes de racismo e de incitação pública à pratica delituosa. O crime de racismo é imprescritível e inafiançável. A estudante poderá ser condenada a uma pena de dois a cinco anos de reclusão. Já o crime de incitação pública à prática de ato delituoso é mais brando, prevê detenção de três a seis meses ou multa.
Para o presidente da OAB-PE, o preocupante nessa situação é o fato de não ser um ato isolado nem incomum. De acordo com Henrique Mariano,o fato representa a movimentação de uma parcela pequena da população. Segundo ele, este é o momento de as instituições reagirem, de efetivamente mostrarem que quem fizer será punido.
Na avaliação do presidente da OAB-PE, é irrelevante identificar se Mayara foi a primeira ou não a se manifestar contra a população do Nordeste. A OAB está partindo do pressuposto, que a declaração dela foi que motivou todas aquelas declarações preconceituosas que foram postadas. Agora, se ao longo da instrução do processo, for identificadas as outras pessoas, isso não atrapalhe o desencadeamento da notícia-crime também contra os outros participantes.
Com informações da assessoria
Homem atira em vizinhos e deixa três pessoas feridas
Do JC Online
Núcleo SJCC/Caruaru
Uma briga entre vizinhos acabou em confusão no bairro Novo Horizonte, em Cupira, no Agreste de Pernambuco.
A discussão teve início por volta das 15h30 desta quarta-feira (3), quando a companheira do acusado, uma adolescente de 15 anos, brigava em frente de casa com os vizinhos.
De acordo com a Polícia Civil, o motivo, apesar de não divulgado, seria banal.
“Ao ver a discussão envolvendo a companheira, o acusado – que não divulgaremos o nome para não atrapalhar as buscas, já que ele continua foragido – pegou uma arma e atirou contra os vizinhos”, adiantou o delegado interino de Cupira, Ricardo Lima.
As vítimas, Joseilda da Silva, de 38 anos, e os filhos Roseli dos Santos, 16, e Joseílton da Silva, 21, foram encaminhados para o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. A adolescente, que recebeu um tiro na região do abdome, passará por uma cirurgia ainda nesta quarta. Já a mãe, Joseilda e o irmão, Joseílton, passam bem. Todos, segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital, não correm risco de morte.
Apesar de as primeiras darem conta de que o acusado estaria com uma arma calibre 12, a Polícia Civil não confirmou a informação.
“Ainda é cedo pra dizer, mas é provável que a arma utilizada seja de fabricação caseira e não uma 12 como disseram”, concluiu o delegado.
A polícia já ouviu algumas testemunhas e agora está em busca do acusado.
Núcleo SJCC/Caruaru
Uma briga entre vizinhos acabou em confusão no bairro Novo Horizonte, em Cupira, no Agreste de Pernambuco.
A discussão teve início por volta das 15h30 desta quarta-feira (3), quando a companheira do acusado, uma adolescente de 15 anos, brigava em frente de casa com os vizinhos.
De acordo com a Polícia Civil, o motivo, apesar de não divulgado, seria banal.
“Ao ver a discussão envolvendo a companheira, o acusado – que não divulgaremos o nome para não atrapalhar as buscas, já que ele continua foragido – pegou uma arma e atirou contra os vizinhos”, adiantou o delegado interino de Cupira, Ricardo Lima.
As vítimas, Joseilda da Silva, de 38 anos, e os filhos Roseli dos Santos, 16, e Joseílton da Silva, 21, foram encaminhados para o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. A adolescente, que recebeu um tiro na região do abdome, passará por uma cirurgia ainda nesta quarta. Já a mãe, Joseilda e o irmão, Joseílton, passam bem. Todos, segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital, não correm risco de morte.
Apesar de as primeiras darem conta de que o acusado estaria com uma arma calibre 12, a Polícia Civil não confirmou a informação.
“Ainda é cedo pra dizer, mas é provável que a arma utilizada seja de fabricação caseira e não uma 12 como disseram”, concluiu o delegado.
A polícia já ouviu algumas testemunhas e agora está em busca do acusado.
Lula e Dilma falam sobre economia, saúde, segurança, pré-sal e temas sociais em pronunciamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita Dilma Rousseff fizeram hoje (3) o primeiro pronunciamento juntos após o pleito do último domingo (31). Lula falou primeiro e, após despedir-se da imprensa, passou a palavra para sua sucessora. Dilma também respondeu perguntas feitas por jornalistas e abordou temas como o reajuste do salário mínimo, a reforma agrária e a distribuição de cargos no novo governo.
Confira abaixo os principais assuntos abordados por Lula e por Dilma:
DILMA
Salário mínimo: “Temos um critério que considero muito bom, e falei isso na minha campanha, que é o fato do reajuste do salário mínimo ser baseado no PIB [Produto Interno Bruto] e na inflação. Temos um problema agora. É o fato do PIB de 2009 ser um PIB que se aproxima do zero ou um pouco abaixo de zero. Isso porque houve uma crise internacional que afetou as economias. O Brasil teve uma recuperação muito forte. Nós estamos avaliando, e essa é uma das questões que na minha volta [do descanso] vou debater com o governo, se é possível fazer essa compensação. Adianto que, num cenário de PIB crescendo a taxas que nós esperamos, nós vamos ter um salário mínimo em 2014 no horizonte de R$ 700. Se não houver nenhuma alteração, em 2011, ele estará acima dos R$ 600. Agora, vamos fazer esse ajuste."
Bolsa Família: “No caso do Bolsa Família, eu tenho um objetivo que é assegurar que a cobertura das famílias chegue a 100%. Hoje, não é 100%, depende do critério que você analisa. Houve muitas dificuldades dos estados, principalmente das prefeituras, em cadastrar. Nós, inclusive, financiamos as prefeituras para que elas pudessem cadastrar. No meu período de governo, vou buscar os 100% de cobertura e um nível maior de benefício proporcional ao que é possível ao país dar a esse conjunto de famílias. Não vou adiantar, não sei dizer hoje qual será esse reajuste, mas posso dizer que vai haver."
Novo governo: “Tenho conversado muito com o vice, Michel Temer, e temos uma convicção que é a seguinte: esse é um governo que vai se pautar não por uma partilha, mas por um processo de construção de uma equipe una. Quero reiterar que tenho visto por parte do PMDB toda uma iniciativa favorável a essa concepção. Nunca o PMDB chegou a me pedir um cargo. Estão participando de um processo de transição como participaram de todo o processo eleitoral. Não tenho nomes e não cometeria jamais a temeridade de lançar nomes individuais."
Economia: “Todos os países que não são a China e os Estados unidos percebem que há uma guerra cambial e eu quero dizer que, numa situação dessas, não há solução individual. Todas as vezes que tentaram solução individual, pode ter havido a desproteção do seu país, mas quando começa uma política de desvalorização competitiva, deu no que deu, que foi a 2ª Guerra Mundial."
MST: “No que se refere ao MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], em todas as oportunidades, eu me neguei a tratar o MST como caso de polícia. O MST não é um caso de polícia. No meu governo, eu não darei margem para [outro] Eldorado dos Carajás [confronto entre a polícia e o MST que resultou na morte de 19 sem-terra]. Porque isso é também uma questão de direitos humanos. Agora, não vou compactuar com ilegalidade, nem com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades produtivas."
Agricultura: “Temos de fazer uma revolução no campo no sentido de transformar os agricultores em proprietários. Fazer com que seus filhos tenham acesso à educação de qualidade. Por isso, resolver o problema dos sem-terra é criar milhões de pequenos proprietários que farão com que o quesito social no setor rural brasileiro seja cada vez mais democrático. Para isso, o produtor tem que ter renda, tem que receber rendimento, tem que perceber que ele melhorou de vida, que ele hoje pode garantir [o futuro] para o seu filho."
Pré-sal: "Não podemos ser exportadores de óleo bruto. Porque se formos vamos perder muito dinheiro. Temos de ter duas refinarias premium, não por uma mania de grandeza, como algumas vezes a oposição falou da Petrobras, mas por uma questão de estratégia. Tem que refinar [o petróleo] porque, quando refina, o preço do petróleo sobe mais do que proporcionalmente ao custo do refino e permite entrar numa outra área delicadíssima que é a petroquímica. O ganho é acima de 1000% e todo o país, hoje, é dependente petroquímico."
Prioridades de governo: “Considero que duas áreas vão ter destaque no meu governo. Uma é a saúde e a outra é a segurança pública. Considero que a educação está bem encaminhada e é dona de recursos maiores. Recursos que estou chamando de maiores é atenção, um cuidado maior e um empenho maior. No caso da saúde, vamos precisar completar toda a rede do SUS [Sistema Único de Saúde]. Está em questão também o problema da regulamentação da Emenda 29, o que, para a União, é mais fácil, o problema são os estados e também os municípios. É necessário abrir o processo de discussão com os governadores reeleitos. Na segurança pública, também teremos de investir recursos significativos. Não é possível resolver uma questão de envergadura nacional sem a cooperação de estados, municípios e União. E não é possível sem que a União participe efetivamente com recursos. Temos que ter uma clara prioridade para esta área.”
CPMF: “Eu tenho muita preocupação com a criação de impostos. Preferiria outros mecanismos, mas tenho visto uma pressão dos governadores, não posso fingir que não existe."
LULA
Composição da equipe: “O governo da Dilma tem que ser a cara e a semelhança da Dilma. É ela, e somente ela, que pode dizer quem ela quer e quem ela não quer. Somente ela pode dizer aos partidos aliados se concorda ou não com as pessoas. Na minha cabeça, funciona a seguinte tese: rei morto, rei posto. Um ex-presidente da República poderá dar um conselho se um dia for pedido.”
Economia: “Dilma aprendeu na Unicamp e no governo que, em economia, não existe mágica, não existe ninguém capaz de tirar da cartola um coelhinho que vai fazer as coisas acontecerem como se fosse um milagre. É seriedade e compromisso, é previsibilidade e seriedade e isso ela tem de sobra para fazer o país dar certo.”
Final do mandato: “Não temos pela frente medidas impopulares. Quando a gente diz medidas impopulares, no Brasil, é que, normalmente, as pessoas fazem alguma sacanagem contra o povo antes de deixar o mandato. Nem há necessidade, nem eu quero que isso aconteça. Vamos fazer o que sempre fiz, o que for necessário para garantir que a Dilma receba em 1º de janeiro o mandato com tranquilidade.”
Câmbio: “A primeira coisa que temos em comum é que queremos câmbio flutuante, a segunda coisa em comum é que achamos que os Estados Unidos e a China estão fazendo uma guerra cambial."
Câmbio e G20: “Vou para o G20 para brigar. Vamos tomar todas as medidas necessárias para não permitir que nossa moeda [dólar] fique subvalorizada.”
Oposição: “Queria pedir à oposição que, a partir de janeiro, eles olhassem um pouco mais o Brasil, que torcessem para que o Brasil desse certo porque, cada vez que tomam alguma atitude, ao invés de prejudicar o presidente, eles prejudicam a parte mais pobre da população. Queria que, dentro do Congresso Nacional, a oposição não faça contra a Dilma a política, eu diria, da vingança do trabalhar para o não dar certo. Na minha opinião, a oposição tem que saber diferenciar o que é interesse nacional e [o que é] briga político-partidária.”
Eleições: “Sou o cara que mais perdeu eleição para presidente da República, mais do que o Serra, que perdeu duas. Perdi três e quando a gente perde fica sisudo. O que eu poderia dizer nesse momento para a oposição? A Dilma é uma outra pessoa.”
CPMF: “Nunca me esqueço que essas pessoas tiraram R$ 40 bilhões anuais que, se for levar em conta o mandato inteiro, dá mais de R$ 160 bilhões da saúde. E qualquer governador e prefeito sabem que é preciso ter dinheiro para a saúde se quisermos dar um atendimento de qualidade. Acho que foi um engano terem derrubado a CPMF e acho que alguma coisa tem que ser feita para a área da saúde. Se quisermos levar o tratamento de alta complexidade que todos os políticos têm porque pagam planos médicos, se quisermos levar isso para a sociedade, temos que ter mais recursos.”
Salário mínimo: “Nosso projeto de lei prevê a recuperação do salário mínimo até 2023. É uma política extraordinária porque damos o PIB de dois anos atrás [na correção] mais a inflação do período. A verdade é que, no próximo ano, você vai ter 7,5% de crescimento mais 5% de inflação. Se estivermos apostando que a economia cresça entre 4,5% e 5%, nos próximos anos, e você tiver uma inflação de 4%, significa que você vai ter uma média de 10% de reajuste do salário mínimo.”
Sucessão em 2014: “Chegar ao final do mandato com o reconhecimento popular que tem o governo, com a aprovação que estou, voltar é uma temeridade porque a expectativa gerada é infinitamente maior. É muito pequeno nesse momento estarmos discutindo 2014, deveríamos discutir 2011.”
Governo Dilma: “A Dilma sabe o que tem que ser feito, conhece, já fez, ela pode aprimorar, ouvir a sociedade e tenho certeza que, se ela fizer tudo que ela sabe que tem que fazer, ela tem todo o direito de, em 2014, ser candidata outra vez.”
Da Agência Brasil
Confira abaixo os principais assuntos abordados por Lula e por Dilma:
DILMA
Salário mínimo: “Temos um critério que considero muito bom, e falei isso na minha campanha, que é o fato do reajuste do salário mínimo ser baseado no PIB [Produto Interno Bruto] e na inflação. Temos um problema agora. É o fato do PIB de 2009 ser um PIB que se aproxima do zero ou um pouco abaixo de zero. Isso porque houve uma crise internacional que afetou as economias. O Brasil teve uma recuperação muito forte. Nós estamos avaliando, e essa é uma das questões que na minha volta [do descanso] vou debater com o governo, se é possível fazer essa compensação. Adianto que, num cenário de PIB crescendo a taxas que nós esperamos, nós vamos ter um salário mínimo em 2014 no horizonte de R$ 700. Se não houver nenhuma alteração, em 2011, ele estará acima dos R$ 600. Agora, vamos fazer esse ajuste."
Bolsa Família: “No caso do Bolsa Família, eu tenho um objetivo que é assegurar que a cobertura das famílias chegue a 100%. Hoje, não é 100%, depende do critério que você analisa. Houve muitas dificuldades dos estados, principalmente das prefeituras, em cadastrar. Nós, inclusive, financiamos as prefeituras para que elas pudessem cadastrar. No meu período de governo, vou buscar os 100% de cobertura e um nível maior de benefício proporcional ao que é possível ao país dar a esse conjunto de famílias. Não vou adiantar, não sei dizer hoje qual será esse reajuste, mas posso dizer que vai haver."
Novo governo: “Tenho conversado muito com o vice, Michel Temer, e temos uma convicção que é a seguinte: esse é um governo que vai se pautar não por uma partilha, mas por um processo de construção de uma equipe una. Quero reiterar que tenho visto por parte do PMDB toda uma iniciativa favorável a essa concepção. Nunca o PMDB chegou a me pedir um cargo. Estão participando de um processo de transição como participaram de todo o processo eleitoral. Não tenho nomes e não cometeria jamais a temeridade de lançar nomes individuais."
Economia: “Todos os países que não são a China e os Estados unidos percebem que há uma guerra cambial e eu quero dizer que, numa situação dessas, não há solução individual. Todas as vezes que tentaram solução individual, pode ter havido a desproteção do seu país, mas quando começa uma política de desvalorização competitiva, deu no que deu, que foi a 2ª Guerra Mundial."
MST: “No que se refere ao MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], em todas as oportunidades, eu me neguei a tratar o MST como caso de polícia. O MST não é um caso de polícia. No meu governo, eu não darei margem para [outro] Eldorado dos Carajás [confronto entre a polícia e o MST que resultou na morte de 19 sem-terra]. Porque isso é também uma questão de direitos humanos. Agora, não vou compactuar com ilegalidade, nem com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades produtivas."
Agricultura: “Temos de fazer uma revolução no campo no sentido de transformar os agricultores em proprietários. Fazer com que seus filhos tenham acesso à educação de qualidade. Por isso, resolver o problema dos sem-terra é criar milhões de pequenos proprietários que farão com que o quesito social no setor rural brasileiro seja cada vez mais democrático. Para isso, o produtor tem que ter renda, tem que receber rendimento, tem que perceber que ele melhorou de vida, que ele hoje pode garantir [o futuro] para o seu filho."
Pré-sal: "Não podemos ser exportadores de óleo bruto. Porque se formos vamos perder muito dinheiro. Temos de ter duas refinarias premium, não por uma mania de grandeza, como algumas vezes a oposição falou da Petrobras, mas por uma questão de estratégia. Tem que refinar [o petróleo] porque, quando refina, o preço do petróleo sobe mais do que proporcionalmente ao custo do refino e permite entrar numa outra área delicadíssima que é a petroquímica. O ganho é acima de 1000% e todo o país, hoje, é dependente petroquímico."
Prioridades de governo: “Considero que duas áreas vão ter destaque no meu governo. Uma é a saúde e a outra é a segurança pública. Considero que a educação está bem encaminhada e é dona de recursos maiores. Recursos que estou chamando de maiores é atenção, um cuidado maior e um empenho maior. No caso da saúde, vamos precisar completar toda a rede do SUS [Sistema Único de Saúde]. Está em questão também o problema da regulamentação da Emenda 29, o que, para a União, é mais fácil, o problema são os estados e também os municípios. É necessário abrir o processo de discussão com os governadores reeleitos. Na segurança pública, também teremos de investir recursos significativos. Não é possível resolver uma questão de envergadura nacional sem a cooperação de estados, municípios e União. E não é possível sem que a União participe efetivamente com recursos. Temos que ter uma clara prioridade para esta área.”
CPMF: “Eu tenho muita preocupação com a criação de impostos. Preferiria outros mecanismos, mas tenho visto uma pressão dos governadores, não posso fingir que não existe."
LULA
Composição da equipe: “O governo da Dilma tem que ser a cara e a semelhança da Dilma. É ela, e somente ela, que pode dizer quem ela quer e quem ela não quer. Somente ela pode dizer aos partidos aliados se concorda ou não com as pessoas. Na minha cabeça, funciona a seguinte tese: rei morto, rei posto. Um ex-presidente da República poderá dar um conselho se um dia for pedido.”
Economia: “Dilma aprendeu na Unicamp e no governo que, em economia, não existe mágica, não existe ninguém capaz de tirar da cartola um coelhinho que vai fazer as coisas acontecerem como se fosse um milagre. É seriedade e compromisso, é previsibilidade e seriedade e isso ela tem de sobra para fazer o país dar certo.”
Final do mandato: “Não temos pela frente medidas impopulares. Quando a gente diz medidas impopulares, no Brasil, é que, normalmente, as pessoas fazem alguma sacanagem contra o povo antes de deixar o mandato. Nem há necessidade, nem eu quero que isso aconteça. Vamos fazer o que sempre fiz, o que for necessário para garantir que a Dilma receba em 1º de janeiro o mandato com tranquilidade.”
Câmbio: “A primeira coisa que temos em comum é que queremos câmbio flutuante, a segunda coisa em comum é que achamos que os Estados Unidos e a China estão fazendo uma guerra cambial."
Câmbio e G20: “Vou para o G20 para brigar. Vamos tomar todas as medidas necessárias para não permitir que nossa moeda [dólar] fique subvalorizada.”
Oposição: “Queria pedir à oposição que, a partir de janeiro, eles olhassem um pouco mais o Brasil, que torcessem para que o Brasil desse certo porque, cada vez que tomam alguma atitude, ao invés de prejudicar o presidente, eles prejudicam a parte mais pobre da população. Queria que, dentro do Congresso Nacional, a oposição não faça contra a Dilma a política, eu diria, da vingança do trabalhar para o não dar certo. Na minha opinião, a oposição tem que saber diferenciar o que é interesse nacional e [o que é] briga político-partidária.”
Eleições: “Sou o cara que mais perdeu eleição para presidente da República, mais do que o Serra, que perdeu duas. Perdi três e quando a gente perde fica sisudo. O que eu poderia dizer nesse momento para a oposição? A Dilma é uma outra pessoa.”
CPMF: “Nunca me esqueço que essas pessoas tiraram R$ 40 bilhões anuais que, se for levar em conta o mandato inteiro, dá mais de R$ 160 bilhões da saúde. E qualquer governador e prefeito sabem que é preciso ter dinheiro para a saúde se quisermos dar um atendimento de qualidade. Acho que foi um engano terem derrubado a CPMF e acho que alguma coisa tem que ser feita para a área da saúde. Se quisermos levar o tratamento de alta complexidade que todos os políticos têm porque pagam planos médicos, se quisermos levar isso para a sociedade, temos que ter mais recursos.”
Salário mínimo: “Nosso projeto de lei prevê a recuperação do salário mínimo até 2023. É uma política extraordinária porque damos o PIB de dois anos atrás [na correção] mais a inflação do período. A verdade é que, no próximo ano, você vai ter 7,5% de crescimento mais 5% de inflação. Se estivermos apostando que a economia cresça entre 4,5% e 5%, nos próximos anos, e você tiver uma inflação de 4%, significa que você vai ter uma média de 10% de reajuste do salário mínimo.”
Sucessão em 2014: “Chegar ao final do mandato com o reconhecimento popular que tem o governo, com a aprovação que estou, voltar é uma temeridade porque a expectativa gerada é infinitamente maior. É muito pequeno nesse momento estarmos discutindo 2014, deveríamos discutir 2011.”
Governo Dilma: “A Dilma sabe o que tem que ser feito, conhece, já fez, ela pode aprimorar, ouvir a sociedade e tenho certeza que, se ela fizer tudo que ela sabe que tem que fazer, ela tem todo o direito de, em 2014, ser candidata outra vez.”
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